Samanta
O pânico é um combustível silencioso. No instante em que a voz de Alessandro ecoou do outro lado da porta, meu corpo, que segundos antes era puro êxtase e calor, transformou-se em um bloco de gelo. A realidade me atingiu como um tapa físico, muito mais doloroso do que qualquer palavra cruel que Lorenzo já tivesse me lançado. Eu estava em cima da mesa do meu chefe, com a saia amassada e a dignidade estilhaçada no chão de mármore.
Eu me joguei para fora da mesa, minhas pernas tremendo tan