Lorenzo
As portas metálicas do elevador privativo tinham acabado de fechar quando cheguei ao saguão do andar executivo. Instintivamente, apertei o botão repetidamente e as portas abriram novamente. Entrei na cabine respirando com dificuldade, o peito subindo e descendo em um ritmo desordenado.
Samanta estava lá dentro, encostada no canto do espelho, com os braços cruzados sobre o peito e o olhar fixo no painel digital de andares. O ar dentro daquele espaço pequeno parecia eletrizado, denso e su