Lorenzo
Acordar ao lado de Samanta era uma dádiva que eu jamais tomaria como garantida. A luz fraca e prateada da alvorada começava a se esgueirar pelas frestas da cortina pesada do nosso quarto, desenhando contornos suaves e dourados na pele macia da minha noiva. Ela estava encolhida contra o meu peito, a respiração calma e compassada, com um dos braços jogado com doçura sobre a minha cintura.
Fiquei ali por alguns minutos, absolutamente imóvel, apenas sentindo o calor aconchegante do seu corp