Lorenzo
O sinal sonoro do elevador privado ecoou pelo andar da diretoria da Safetech. Quando as portas espelhadas se abriram e eu dei o primeiro passo sobre o carpete escuro do corredor, o silêncio que se instalou foi quase palpável. Funcionários pararam com xícaras de café no ar, cabeças se viraram em sincronia e olhares arregalados me acompanharam a cada passada. Parecia, honestamente, que estavam vendo uma assombração caminhar pelo prédio.
Não os culpava inteiramente. Foram meses turbulentos