Samanta
O tempo parou quando Lorenzo cruzou o umbral do bar. Se o bar estivesse cheio de gente, eu ainda assim sentiria a presença dele, como se o ar estivesse carregado de eletricidade estática antes de um temporal. Ele caminhou em nossa direção com uma descontração calculada, os primeiros botões da camisa abertos e as mangas levemente dobradas. Por um segundo, não vi o tirano da SafeTech Solutions que me humilhara naquela manhã; vi o homem magnético da exposição de veículos, o cara que me le