Lorenzo Bellini
O som da respiração dela através da linha telefônica agiu como um rastilho de pólvora na minha sanidade. No momento em que Samanta atendeu, sua voz não era a da assistente insolente que me desafiava no escritório; era um fio ofegante, úmido, carregado de uma urgência que eu reconheceria em qualquer lugar.
Eu deveria ter desligado. Deveria ter mantido a postura de CEO e encerrado a ligação após notar que ela não tinha condições de discutir relatórios de custos. Mas eu sou um home