Faltavam exatamente dois dias para o casamento.
Durante meses, Mariana Valença acreditou que finalmente havia encontrado um lugar onde a vida deixaria de exigir que ela sobrevivesse para, enfim, começar a viver.
Não era a paixão avassaladora que experimentara na juventude, quando cada olhar de Raul Fontes de Alvarenga parecia suficiente para fazer o mundo desaparecer ao redor deles.
Também não era um amor impulsivo, construído sobre promessas feitas entre cavalos, plantações e tardes de verão