Da mesma forma que a coragem de falar surgiu, desapareceu, dando lugar ao medo. Bastou ver a expressão de Dante mudar para se arrepender imediatamente do que havia dito.
O olhar dele ficou sombrio, e o silêncio que tomou conta do carro pareceu ainda mais sufocante.
— Do que você está falando? — perguntou Dante, com a voz irritada.
— D-desculpa… — respondeu, gaguejando.
Dante apertou o volante com mais força.
— Perguntei do que você está falando, Fabiane.
Percebendo que não conseguiria fugir daq