A arrumação das malas no quarto de Miguel foi um processo lento e torturante. Com apenas a mão direita totalmente funcional, ele jogava algumas peças de roupa dentro de uma mala antiga. A cada movimento, seus olhos teimavam em se desviar para a janela, onde a imensidão das coxilhas parecia zombar de sua fraqueza. Ele caminhou até a sala com dificuldade e parou novamente diante da cadeira de rodas antiga de Luana, que repousava no canto como um fantasma de metal.
Miguel estendeu os dedos brutos,