Luana permaneceu estática na cadeira de rodas, encarando a tela escura do celular. O silêncio do quarto parecia zunir em seus ouvidos. A última frase de Miguel, “E com certeza seu pai acha que ele é o homem perfeito pra você”, ecoava como uma acusação injusta, mas o que mais a torturava era o nó de culpa em seu próprio peito. Ela havia omitido o café, havia omitido o reencontro amigável com Daniel com o intuito de proteger o namorado do ciúme, sem imaginar que o tiro havia saído pela culatra de