Num dia que nem parecia ser diferente dos outro, o sol ainda se espreguiçava lá pros lado do mato grosso do céu, e o galo véio da gente nem tinha terminado de limpar a goela pra soltar o canto dele. O céu tava com aquele rosa meio manchado, sabe, de quando o tempo vai virá chuva mais pra frente. Eu já tava na labuta, espalhando milho pras galinha, quando escutei um berro que me arrepiou até a espinha.
— Aaaaaiiii! — era a voz da Laysla, mas num tom que eu nunca tinha ouvido.
Não era gritinho