Eu tava deitada na cama do Isidóro, coberta com o lençol grosso que ele puxou do armário, mas não vesti nada. Nem calcinha. Depois daquela visita surpresa, a gente ficou com medo. As horas estavam passando e o receio de desaparecer começava a apertar no meu peito.
Meu corpo inteiro parecia formigar, como se estivesse num estado entre o aqui e o “voltar”. Não sei explicar. Não era dor, mas era um incômodo estranho… uma coceira por dentro. E a cada minuto que eu passava coberta, mesmo sem roupa