O plano estava funcionando.
Três meses depois do Natal, Sarah continuava tirando notas impecáveis, acumulando responsabilidades e mantendo a mente ocupada o suficiente para não pensar no que queria esquecer.
O problema era que o próprio corpo começava a cobrar a conta.
As olheiras profundas, os nós dos dedos manchados de tinta azul e o gosto permanente de café denunciavam um cansaço que ela já não conseguia esconder.
Na sala de monitoria, Sarah encarava as pilhas de ensaios acadêmicos que precis