Já passava das onze da noite quando Thiago entrou no apartamento.
Largou as chaves sobre o balcão.
Livrou-se da roupa social, trocando-a por um moletom confortável.
Nenhuma surpresa. Nenhuma visita. Nenhuma mensagem importante.
Parou no centro da sala, encarando o reflexo nos vidros da janela, enquanto os ruídos da cidade ficavam em segundo plano.
A voz do irmão ecoou na memória: “Você precisa de alguém.”
Thiago travou o maxilar.
— Bando de idiotas.
Atravessou o cômodo, foi até a cozin