Renato ouviu alguma coisa, porque seu olhar voltou ao espelho no mesmo instante.
Ela puxou outra vez, usando o peso do corpo, e toda a sua força. O mecanismo rangia, preso, defeituoso, resistindo como se tudo conspirasse para tentar mantê-la dentro daquele carro.
— LUA! — Renato rosnou, a voz mudando completamente. — QUE PORRA! Para com isso agora!
Ela puxou com mais força, suas unhas arrancadas sangrando, o vidro desceu alguns centímetros. Pouco demais para uma pessoa sensata tentar atravessar