Iara apertou os lábios, sentindo uma ardência repentina nos olhos.
Não acreditava em milagres com facilidade, mas não encontrava uma explicação racional para o fato de Lua estar viva, tomando banho no fim daquele corredor, depois de tudo o que seu corpo suportou.
O telefone voltou a tocar.
— Mais que merda! — praguejou em voz alta.
A irritação saiu mais intensa do que pretendia, reverberando pela cobertura vazia.
Imediatamente, ela olhou para o corredor. O chuveiro continuava ligado.
Iara solto