Eros
A ordem saiu baixa, rouca, quase sem som. A cozinha inteira pareceu estremecer.
Eros ficou parado na entrada por um instante, ocupando a passagem como se tivesse sido arrancado diretamente de um lugar muito mais sombrio do que aquele corredor iluminado da mansão.
O ambiente carregava um cheiro suave de camomila fresca, uma mistura doméstica, simples, quase absurda diante da tensão que o atravessava. Sobre a mesa redonda, duas canecas fumegavam. Uma delas estava quase cheia. A outra, tocada