Lua viu pelo vidro lateral os seguranças se moverem tarde demais.
Um deles levou o rádio à boca, o outro deu alguns passos na direção do veículo, mas o portão lateral já se abria, e o carro passou por ele com uma naturalidade que não parecia fuga, apenas mais um deslocamento autorizado por alguma brecha no caos da noite.
A mansão Bitencourt começou a ficar para trás, enorme e iluminada entre as árvores, e Lua sentiu uma dor absurda ao perceber que parte dela queria que alguém a impedisse de ver