— Para de falar, Marcos, seu desgraçado! — Minha mãe avança em sua direção, mas é parada pelo Estevão.
— Você quer continuar escondendo a verdade dela? Você não é nada melhor do que eu — ele ri, se divertindo com desespero da minha mãe.
— De que verdade vocês estão falando? — Pergunto. Uma pressão já se forma no meu peito, tenho certeza que não vou gostar disso.
— A verdade é que nós não temos o mesmo sangue, filhinha — fala a última palavra com ironia e satisfação, uma satisfação que me dói