No espaço confinado do elevador, a tensão que já vinha se acumulando no carro atingiu o ponto de ebulição. Pelo reflexo do espelho da cabine, eu conseguia ver o olhar azul dele fixo na minha nuca, descendo vagagarosamente pelos meus ombros. O calor que emanava do seu corpo parecia cruzar a curta distância entre nós, arrepiando cada centímetro da minha pele. Eu mal conseguia respirar, com medo de que o som da minha respiração acelerada denunciasse o quanto ele me afetava.
Quando as portas se ab