O silêncio que caiu sobre a sala foi como o estalo de um chicote.
A inocência da voz do Léo cortou o ar, destruindo em um segundo o teatro perfeito que Carlos tentava encenar. Eu senti o meu sangue congelar nas veias. Minha respiração travou na garganta, e por um instante, o único som no apartamento era o barulho distante dos carros na rua.
Carlos endureceu ao meu lado. O sorriso arrogante desapareceu do rosto dele, dando lugar a uma rigidez perigosa. A mandíbula dele se travou e a pressã