Perséfone
— Então Cosmo, o que tem feito fora do trabalho? — pergunto despretensiosamente enquanto ele dirige, a verdade é que estava ansiosa por qualquer migalha de informação.
— Praticamente vivo e respiro o trabalho, Perséfone — ah, mas que homem sem graça. Que tipo de resposta é essa? A única coisa que salva é sua voz rouca que eriça cada terminação do meu corpo.
— Mas você não trabalha 24 horas, Cosmo. Senão teria certeza de que já seria um morto vivo, um zumbi — seu sorrisinho de canto me