Sammya Maciel
A rotina se repetia cruelmente a cada dia que eu passava nesse lugar sombrio e claustrofóbico. Cada manhã, eu era despertada pela luz fraca que penetrava pelas frestas das tábuas velhas e empoeiradas que cobriam as janelas. E então, como um raio de esperança nessa prisão sem fim, Henzo aparecia trazendo meu café da manhã.
Hoje não foi diferente. A porta do quarto rangeu e se abriu, revelando Henzo com uma bandeja na mão. Ele era alto, magro e sempre vestia roupas escuras que o fa