Meus movimentos eram mecânicos, focados, até que meus olhos pararam sobre a caixinha de veludo escuro em cima da cômoda.
Me aproximei e a abri.
Lá dentro, duas alianças de ouro grosso reluziam sob a luz fraca. Eram as mesmas alianças que eu deveria ter colocado no dedo dela naquela capela, antes que o mundo desabasse e o maldito chantagista me forçasse a fugir e a encenar o pior papel da minha vida.
Não precisava de uma grande festa, de juiz ou de convidados. Não precisávamos de nada alé