Fernanda Castellane:
Termino de enfaixar a mão de Pietro com cuidado, tentando não apertar demais, mas também não deixar frouxo. A gaze já está avermelhada nas pontas e a respiração dele segue pesada, silenciosa, como se cada inalação carregasse muito mais do que oxigênio. O cheiro de antisséptico ainda paira no ar, misturando-se ao nosso silêncio pesado.
Ele não fala nada.
E eu não pergunto.
Não agora.
Termino de prender a faixa no pulso dele com um grampo, solto um suspiro baixo e me afasto u