46. Necessidade desesperada
POV da Eliana
Minha garganta queimava com a vontade de falar, de fazer as perguntas que eu estava morrendo de vontade de fazer, mas mantive o silêncio. Eu não entendia a linguagem corporal dele ou o motivo de ele ter me levado para tão longe de Londres. Não que eu estivesse reclamando.
O voo até aqui foi silencioso. O Scott estava agindo como o cuidador de um ser humano frágil, como se eu fosse uma velhinha debilitada, mas parecia distante, mal olhando para mim por mais de alguns segundos.