Igor
Olhei para a fêmea magricela à minha frente. Loira, de olhos azuis... o mesmo olhar gelado da fêmea que me raptou quando eu era criança. Meu lobo ferveu por dentro.
— Igor, afaste-se. — Meu avô me advertiu.
Fulminei-a com o olhar. Minha vontade era apertar aquele pescoço até...
— Se dirigir a palavra a mim outra vez, corto sua língua, loba.
A voz do meu lobo se misturou à minha, carregada de raiva.
Mas algo chamou minha atenção: o cheiro.
Ergui os olhos para o meu avô e o encarei, es