Dário
—Você está com raiva? —perguntou com aquela voz mansa que não parecia ser dela.
—Sim, estou com raiva —respondi, segurando o impulso de abraçá-la de novo.
Porque era isso que ela me fazia: me fazer odiá-la e, ao mesmo tempo, querer abraçá-la tão forte que ela entrasse dentro de mim.
—Você está com ciúmes? —Claro…
Havia malícia no rosto dela. A pergunta escapou sem eu pensar — talvez porque estivesse na ponta da língua desde que soube daquelas mensagens. Desde que ele me disse, sem dizer,