–Eu… eu não quero voltar para casa... papai, eu posso ficar aqui com a Helena?– perguntou Dália, encarando-me com seus olhinhos de filhote.
Olhei para minha filha, depois para Júlia que me encarava em silêncio, ambas esperando por minha resposta.
Suspirei e caminhei até elas, me agachando ao lado de Júlia e de frente para Dália.
–Querida, sabe que precisamos voltar, lá tem o seu quarto, a sua cama, os seus brinquedos, e eu vou estar lá com você e nada vai acontecer com você, eu prometo–
–Mas eu não quero! Eu quero ficar com a Helena!– Dália agarrou firme a mão de Júlia como se estivesse se agarrando a uma boia salva vidas.
Suspirei, me sentindo encurralado. Eu sabia que Dália era infeliz naquela casa com Carla por perto, mas também não podia simplesmente desaparecer e fugir de tudo.
–Querida, eu...–
–Claro que você pode ficar– Júlia respondeu sorrindo para Dália, e eu olhei para ela surpreso, repreendendo-a por dizer aquilo de forma imprudente.
–Você pode ficar aqui hoje, o que acha?–