JÚLIA
Assim que Leonardo saiu, fiquei o observando pensando na nossa conversa minutos atrás no escritório.
Meu desejo era pedir que ele sofresse e morresse, isso é a única coisa que eu quero dele. Mas eu farei isso com minhas próprias mãos. Além disso, eu realmente quero cuidar da Dália sem ter de prestar contas a ninguém.
Olhei para o lado onde estava a secretária e lá estava ela me encarando de forma ainda pior que ontem, com o mesmo o olhar com o qual ela tinha me olhado quando saí do escritório de Leonardo na noite anterior.
–Está na hora das actividades lectivas da Dália.– disse ela com o nariz empinado e o olhar severo.
–Não. Eu vou sair com a Dália e vamos passear pela cidade.– Encarei ela de volta.
–O que? Você não pode fazer isso, A Dália não pode sair de casa, ela fica pertorbada na rua com tantas pessoas, o barulho dos carros. Se quer levar ela para passear vá para o jardim. Mas para fora da mansão de jeito nenhum!– disse ela irritada.
–Eu tenho permissã