78. A dor da traição
Caroline Hart
Aquela maldita noite passou arrastada. Não sei quantas vezes virei de um lado para o outro, o travesseiro estava todo molhado de lágrimas.
O silêncio da casa era insuportável, cada rangido do assoalho soava como uma acusação. Quando o sol começou a nascer, minhas pálpebras ainda pesavam, mas o coração estava ainda mais cansado.
Sentei na cama, abracei os joelhos.
O peito ardia. Por que tudo comigo tinha que ser assim? Sempre alguém mentindo, sempre uma traição.
Eu estava grávida,