Pietro Cavallini
O mundo resolveu acabar em forma de batidas na porta.
PAM! PAM! PAM!
— PIETRO! ABRE ESSA PORTA! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ!
Acordei com o coração na garganta. Fernanda deu um pulo no sofá, ainda enrolada no lençol, parecendo uma múmia que acordou atrasada para o próprio enterro.
— O que... quem... onde? — ela balbuciou, os olhos arregalados e o cabelo num estado que eu chamaria de "arte moderna caótica".
— É a Clara — sussurrei, a ficha caindo. — E ela parece estar armada com as