O interfone da cobertura não para de tocar. É um zumbido constante, irritante, que se mistura com o barulho dos helicópteros da imprensa lá fora.
Estou sentada no sofá da sala, com as pernas encolhidas, segurando o celular velho e desligado entre as almofadas.
Minha mão sua.
A imagem da mão do Heitor apertando o lençol na foto que recebi está queimada na minha retina.
Ele está acordado.
E ele sabe.
Eu preciso contar para o Augusto. Preciso dizer: "Seu pai é uma raposa fingindo de morta".
Mas s