O silêncio na cobertura é pior do que gritaria.
Augusto está trancado no escritório há quarenta minutos.
Posso ouvir a voz dele abafada através da porta de madeira maciça. Ele fala baixo, rápido, num tom monocórdico que eu conheço bem: é o tom de quando ele está limpando um desastre.
Ele está falando com advogados criminais.
Ele está criando uma cortina de fumaça para esconder que a mulher sentada no sofá dele tentou destruir a empresa.
Estou encolhida no canto do sofá de linho branco. Tirei o