DAVINA
Minha cabeça latejava como se tivesse sido atingida por um tijolo. Minha boca estava seca, a garganta arranhando a cada respiração. A visão embaçada transformava tudo em um borrão indistinto de sombras e formas.
Pisquei várias vezes, tentando focar. O teto era baixo e velho, e o cheiro de mofo misturado com algo metálico impregnava o ar. Tentei me mexer, mas um arrepio subiu pela minha espinha, não era frio, era medo.
Outras garotas estavam ali. Algumas sentadas, outras encolhidas contra