Mundo de ficçãoIniciar sessãoElena Rossi
Por alguns segundos, nenhum de nós disse nada.
Eu ainda sentia o peso da humilhação da medalhinha repousando sobre a mesa, como se fosse possível ouvi-la ecoar mesmo depois do som seco do metal contra a madeira. Ela parecia viva ali, exposta, testemunha muda da minha ingenuidade.
Respirei fundo e endireitei os ombros. Não para parecer forte, mas porque, naquele momento, desabar não me daria nada em troca. E eu já tinha aprendido, em tempo recorde, que com Damian Cavallari só sobrevivia quem sabia trocar dor por estratégia.
Ele foi o primeiro a se levantar.
O movimento foi lento, controlado, quase preguiçoso. Caminhou até o bar como se estivesse







