Ainda deitada na cama, eu sentia o peso das palavras do nono Ary ecoando na minha mente. Cada sílaba era como uma facada, cortando fundo na minha alma. Richard, o homem que eu chamei de tio por anos, não passava de um monstro. Ele me criou com um único propósito: vingança. Vingança contra minha mãe, que o rejeitou, e contra minha família, que ele destruiu. Eu era apenas um peão no jogo doentio dele. E eu caí direitinho na armadilha.
Minhas mãos tremiam enquanto eu segurava o lençol, tentando me