JOSELLYN
Quando cheguei em casa, eu estava muito feliz. O passeio no shopping foi revigorante, eu me diverti horrores com a minha amiga e, mesmo tendo um “guarda-costas” nos seguindo, eu não me senti mal nenhum minuto. No caminho de volta para casa, fiquei pensando no encontro com aquela mulher. Eu queria saber por que me senti tão acolhida com ela ao meu lado. Ela tinha um cheirinho gostoso que me deixou feliz e que me parecia familiar. Acho que ainda ando muito mexida com essa história de não ter uma mãe para compartilhar tudo.
Eu cresci com a tristeza me corroendo, a sensação horrível de achar que fui a causadora da morte da minha mãe. Meu pai, por sua vez, depois que viemos para o Brasil, se afastou mais e mais, tornando-se cada vez mais ausente. A última vez que o vi foi no seu próprio casamento. Daí, por um acaso do destino, descobro que a mulher que eu pensei ter matado não era a minha mãe e que eu sempre conversei e beijei a foto de uma completa estranha, e que o pai que conhe