Chase Harrison
Havia tantas merdas que eu não estava contando, que começavam a pesar feito chumbo no peito. A culpa corroía, e talvez fosse justamente por isso que quando soube que a infeliz não estava em casa, sob minha proteção, que tenha sentido cada neurônio enlouquecer.
Não deveria cobrar algo que não estava entregando a ela.
Porra, a ideia de que não a teria por uma noite que fosse, praticamente deixava-me insano, e por isso, invadi o quarto, convencendo a mim mesmo que encontraria paz em meio ao cheiro da infeliz, mas o que encontrei fora a cama vazia, e a minha mente resistindo em não ligar e dizer que precisava dela em casa. O tempo todo, porra.
Ciente de que ela não voltaria, tive-me em alerta quando a porta se abriu, barulhenta em meio ao silêncio e o escuro do quarto. E, ao tornar-me ciente de que a infeliz entrou, bêbada, cambaleando com o maldito sorriso de satisfação nos lábios, minha mente tenha criado teorias duvidosas. Algo que preferi recusar, e não deixar que cont