Ayla
Depois de um café reforçado, Matteo me buscou em casa. Ele não confiava nem em carro de aplicativo ou táxi com Roberto por ai. Reclamar não estava nos meus planos.
Enquanto ele dirigia, comentei:
— Eu quero trazer a minha mãe para São Paulo.
— Isso é bom! Eu estava mesmo querendo conhecer minha sogra.
— Eu acho que ela vai gostar de você. Vai achar que saiu da TV na hora de uma novela.
— Está dizendo que pareço um galã de novela?
— Parece. E vê se não fica convencido. — Coloquei a mão na sua perna. — Você é lindo, por dentro e por fora.
— Ayla, Ayla... está mexendo com fogo me tocando assim, falando assim...
Tirei a mão e levantei para cima, sorrindo abertamente.
— Vamos mudar de assunto então.
— Sabe, não sei se vai gostar da ideia, mas a minha mãe precisa de uma presença feminina em casa que não seja de funcionários. Dominique sempre a visita, mas ela não tem tanto tempo assim. O que acha de sua mãe se hospedar com ela?
— Não sei. Mamãe é uma pessoa simples...
— Faz o seguinte,