Gael
— Você me perdoa? — sei que devia falar sobre o que seria de nós dois, pois o namoro de mentira um dia teria que acabar, mas não quis tocar nesse assunto agora.
— Só se devolver o meu ursinho.
— Amanhã. Está no meu escritório. Eu pretendia te devolver na segunda passada.
— Tudo bem! — ela disse e eu bocejei novamente. — Acho melhor eu ir agora.
— Se importa de dormir aqui hoje? Estou tão cansado para dirigir e não queria acordar o motorista — joguei a minha carta. Por tudo que conhecia dela sabia que ela não ia querer ser uma megera que acorda um trabalhador ou obriga alguém bocejando a levá-la, e duvido que tenha coragem de andar até o ponto de ônibus ou pagar um táxi.
— Tudo bem. Vou colocar a minha roupa na secadora e amanhã vou direto ao trabalho. — Se levantou do sofá. — Boa noite, Gael!
— Boa noite, Dominique! — disse tentando não sorrir.
Sabia que ela iria direto ao quarto de hospedes. E era hora da minha segunda cartada.
*
— Está trancado — informou quando eu estava passa