O sol de Belém, com sua luz dourada e úmida, refletia-se nos vitrais da mansão Oliver como se o tempo jamais tivesse passado. Fechada há mais de dez anos, a propriedade era uma relíquia de luxo e silêncio no coração da cidade. Durante uma década, os funcionários — mantidos sob um regime de lealdade quase religiosa e salários polpudos — cuidaram de cada detalhe com esmero. Quando Adelaide Oliver cruzou o portal de entrada, encontrou cada prataria polida, cada móvel de jacarandá no lugar e