O ronco abafado das turbinas do jato executivo ainda reverberava nos ossos de Dimitri quando ele cruzou o pátio da mansão. Eram três da manhã em Belém; o ar estava denso, saturado pela umidade que precede a chuva amazônica. Ele não avisou a torre de controle com a antecedência habitual, não solicitou o motorista da casa e, acima de tudo, não permitiu que o protocolo de sua chegada fosse anunciado. Ele queria o silêncio. Queria a escuridão. Queria o território que, por direito e força, ag