O carro de Arthur estava estacionado no pátio da frente da mansão como se fizesse parte de uma pintura surrealista. Quero dizer, não que entendesse de pinturas para definir um estilo, mas aquilo parecia... surreal.
Parei. Olhei. E cai na gargalhada.
— Você espera sair vivo do morro subindo com um Rolls-Royce Phantom? — perguntei, olhando para Arthur com uma expressão que eu esperava estar comunicando a extensão do problema.
Ele revirou os olhos.
— Deve ter algo mais discreto na garagem.
— Claro