O silêncio entre nós durou apenas um segundo depois que minhas palavras pairaram no ar. Arthur me olhava com aqueles olhos famintos, a mandíbula tensa, a água ainda escorrendo pelo rosto.
— Zara — ele disse, a voz baixa, séria. — Eu não tenho proteção.
— Você sabe muito bem que pode dar um jeito nisso — respondi, a voz saindo mais segura do que eu me sentia.
— Zara — ele tentou de novo, um aviso.
Não deixei ele terminar.
Eu estava por cima dele antes que qualquer um dos dois pudesse processar o