Mundo ficciónIniciar sesión— ALLAN —
Minhas mãos tremiam quando girei a maçaneta da porta. O cheiro de madeira velha e poeira invadiu minhas narinas, e meu estômago revirou. Eu não deveria estar ali. Eu sabia disso. Mas algo dentro de mim me empurrava para frente. Liz. Eu precisava vê-la. Precisava… sei lá, entender o que estava acontecendo comigo. Eu precisava lidar com o peso da culpa. Desde o momento em que Estela e Hugo trouxeram Liz para cá, eu fiquei evitando qualquer contato. A culpa me consumia, me deixava doente. Eu nunca quis que as coisas chegassem a esse ponto. Sim, eu estava louco de raiva, mas a minha mãe passou de todos os limites. Mas agora, enquanto me esgueirava pelos corredores escuros do cativeiro, eu me perguntava se ainda havia alguma chance de redenção para mim. Quando cheguei perto da porta do quarto onde Liz estava, minha respiração ficou presa no peito. Eu ia entrar. Ia falar com ela. Explicar