42. CADEIRANTE(Karla)
— Karla, é você, minha filha?
Minha mãe todas as noites que chegava tarde, estava me esperando. Mesmo que tivesse que acordar dali a poucas horas.
— Mãe, vai dormir.
— Onde você estava, querida?
— No lugar onde você deveria estar. Bailando sob a luz da lua – então peguei o corpo magro e cansado de uma mulher que já foi muito bela e comecei a arrastar pela casa. — Taran, taran, taran!!!
— Me solta, sua doida. Não tenho mais idade pra isso. Só essa dancinha, já tenho que me entupir de dorflex.