A mudança não aconteceu de uma vez.
Ela veio em pequenos deslocamentos — sutis demais para quem observa de fora, óbvios demais para quem conhece o terreno. Maya sentiu isso ao longo do dia, como quem percebe que o chão ainda é o mesmo, mas responde diferente ao peso do corpo.
A primeira coisa foi o silêncio prolongado.
Não o silêncio tenso de ameaça iminente, mas aquele que vem quando alguém precisa recalcular demais antes de agir. Não houve novas notas, nem tentativas de contato indireto, nem