Helena não se mexeu.
Por alguns segundos, o corpo simplesmente não respondeu, como se o tempo tivesse desacelerado de propósito, só para obrigar ela a encarar aquilo sem fuga, sem distração, sem qualquer tipo de preparo.
Do outro lado da rua… ele.
Encostado no carro, parado, observando.
Como se estivesse ali há tempo suficiente.
Como se já soubesse exatamente a hora em que ela sairia.
O coração voltou a bater, mas agora mais forte, mais rápido, pesado o suficiente para ela sentir no peito e na