CAPÍTULO 236 — O DIA EM QUE O PRÉDIO COMEÇOU A LEMBRAR
Depois daquela última frase…
o inverno chegou.
Devagar.
Silencioso.
As manhãs ficaram mais frias no prédio. O vapor do café aparecia nas janelas logo cedo, e os corredores antigos passaram a carregar cheiro de chuva e roupa secando dentro dos apartamentos.
A vida continuava.
E talvez essa fosse a coisa mais estranha de todas.
Depois de tudo…
o mundo não tinha acabado.
O horror ainda existia abaixo da realidade.
Mas agora existia alguma cois